O Vazio Diante da Tela

Sobre a pornografia, a compulsão sexual e o encontro que, no fundo, o homem procura

Há um homem que eu poderia lhe descrever, embora ele seja, na verdade, muitos homens. Tem uma vida em ordem — trabalho, família, uma reputação que preza. E tem também, guardado num canto que ninguém vê, um hábito que já não é bem um hábito, porque escapou das suas mãos faz algum tempo. À noite, quando a casa dorme, ele acende a tela. Depois, há sempre um instante em que olha para o que fez e sente algo próximo do vazio, uma espécie de gosto amargo que não sabe nomear. Promete a si mesmo que aquela foi a última vez. E, no entanto, sabe, num lugar mais fundo, que não foi.

Algumas reflexões se ampliam quando encontram outras vozes. Se este texto despertou algo em você, compartilhe sua reflexão nos comentários. Talvez sua experiência possa ajudar outro leitor a compreender melhor a própria caminhada.

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